Relembrando Clark Pinnock: Evangélico Pós-Conservador por Excelência

    Acabei de saber do falecimento do meu amigo Clark Pinnock, ocorrido no domingo, 15 de agosto, aos 73 anos. Meu coração está pesado pela família dele, mas cheio de alegria por ele. Ele sofria de Alzheimer e, sem dúvida, agora desfruta da alegria da presença do Senhor, livre de dor ou sofrimento.

    Acompanhei a carreira e a trajetória teológica de Clark ao longo dos anos, depois de tê-lo lido pela primeira vez no seminário. Observei sua transição do calvinismo para o arminianismo e, posteriormente, para o teísmo aberto, e conversei frequentemente com ele sobre essa jornada. Mesmo quando discordava de suas ideias, sempre achei seu raciocínio cristocêntrico e bíblico, e, portanto, profundamente evangélico. Ele era um modelo do que chamo de abordagem pós-conservadora da teologia – sempre disposto a mudar de opinião quando convicto de que as Escrituras o exigiam. 

    Era uma alma gentil, profundamente ferida por críticas duras e muitas vezes injustas a ele e à sua obra. Foi um teólogo prolífico e criativo. Gostaria apenas que ele tivesse escrito uma Suma Teológica. Quando lhe pedi que o fizesse, ele me honrou e lisonjeou dizendo: "Você já fez isso por mim". (Ele se referia a "O Mosaico da Crença Cristã", que, a meu ver, não atinge o nível do que Clark teria produzido se algum dia tivesse se dedicado a escrever uma teologia sistemática.)

    Acredito que os mundos evangélico e ecumênico perderam um grande pensador com a morte de Clark. Ele foi mentor e amigo de muitos de nós. Meus sentimentos e orações estão com sua esposa, filha e outros entes queridos, bem como com seus muitos amigos e antigos colegas.

    (Uma nota para aqueles que possam ser tentados a usar esta oportunidade para criticar o trabalho de Clark neste momento: não acho apropriado ou cristão atacar a vida ou o trabalho de alguém logo após sua morte. Tais ataques à carreira teológica e à contribuição de Stan Grenz poucos dias após seu falecimento foram extremamente dolorosos e angustiantes para sua família. Guardem suas críticas para um momento posterior. Acolherei críticas construtivas ao trabalho de Clark após 30 dias a partir do dia 15. [Nota do tradutor: Este artigo foi publicado em 11/08/11])


Tradução: Marlon Marques


Link do artigo original em inglês.

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